Cerveja da Tarde

Tudo tende ao caos.

6 Junho, 2008 · Deixe um comentário

É extremamente complicado estudar arduamente, e alguém mais capacitado espana meu cérebro com infinita sabedoria, especialmente porque nasceu mais inteligente que eu.

Acredito que o melhor é me conformar que tenho capacidade para outras coisas, posso não ser um cara brilhante com física, mas “dou meus pulos em história”, até mesmo minha personalidade comunicativa conta como forte arma no meu perfil.

Temos que aceitar que sempre haverá um nerd mais inteligente que nós. Ganhará um Premio Nobel, e nos fará estudar tudo aquilo que ele próprio descobriu. Munidos com um livro na nossa cara, explicado, com exemplos, precisamos remunerar uma figura que chamamos de professor para nos nutrir das informações escondidas na obra de um gênio.

De alguma forma encontramos um assunto que nos interessa no meio de tanta informação cientifica, algo que nos leva a estudar, instiga a curiosidade pelo saber. Nem que o conteúdo seja apenas para uma discussão de bar, já é válido.

Um exemplo ao que me refiro acima é que qualquer acontecimento irrisório, pode ter imensas proporções ao longo prazo. Já pensaram nisso? Nunca imaginaram que se aquele dia fizessem diferente, as coisas poderiam ser totalmente contrárias? Se minha avó por exemplo resolvesse ficar em casa no primeiro domingo de junho em 1923, certamente não teria topado com meu avô na rua, o qual jogou um xaveco e ganhou seu coração, e eu nessa confusão toda, não estaria escrevendo no momento. Fui claro? Resumo essa idéia em uma só frase:

“Previsibilidade: O bater de asas de uma borboleta no Brasil desencadeia um tornado no Texas?”

A Teoria do Caos sempre me despertou interesse, mal sabia eu, que há muitos números por trás de algo tão curioso e que faz muito sentido na vida cotidiana.

Em 1955 Eduard Norton Lorenz, assumiu a direção de um projeto de estudo que focava na previsão de estatística do tempo no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Previsão de estatística do tempo tem característica por se basear mais em análises e observações do passado do que em princípios da Física.

Lorenz estava pouco satisfeito com os resultados numéricos que obtivera ao utilizar equações lineares, portanto lhe ocorreu a possibilidade em adotar previsões por sistema de equações não lineares.

Para facilitar, o uso do computador foi indispensável para o trabalho, porém Lorenz contava com uma máquina limitada. Construiu um modelo de previsão com 12 variáveis, o qual objetivava reproduzir o movimento de ar na atmosfera. Por conta do baixo desempenho do computador, o cientista foi forçado a economizar recursos, como por exemplo arredondar casas decimais.

Lorenz, um dia decidiu repetir alguns cálculos em seu modelo. Para fazer tal coisa, anotou uma linha de números que utilizara um dia, no intuito de fazer uma simulação no computador. Largou os números “rodando” na máquina, foi tomar um cafézinho, e deparou-se com uma situação estranha quando voltou, os números que eram iguais, diferiam-se na última casa decimal, outro número na penúltima e assim por diante. A diferença era pequena no começo da sequência, contudo tornara-se significativa no final.

Lorenz posteriormente adotou o nome de Efeito Borboleta para essa teoria num artigo apresentado num encontro em Washington, indagando justamente a questão colocada por mim em alguns parágrafos acima, a qual se trata: “Previsibilidade: O bater de asas de uma borboleta no Brasil desencadeia um tornado no Texas?”

A verdade é que qualquer detalhe pode causar estrondosas conseqüências num espaço de tempo, e isso pode ser facilmente aplicado na vida de maneira geral. O filme Efeito Borboleta retrata o assunto de maneira que muita gente nem imagina que há uma TEORIA por trás do roteiro. Tanto há que a frase da previsibilidade citada no parágrafo acima, dá inicio a trama do filme.

Você mudaria algo no passado se fosse capaz? O que mudaria? Quais seriam as conseqüências?

Não mude, faça o que é melhor para você, não adianta voltar para fazer direito, pois tudo tende ao caos.

Um exemplo claro do Efeito Borboleta/Teoria do Caos

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