Há quem diga que somos movidos por paixões, tenho minhas dúvidas.
Apesar da minha racionalidade masculina exarcerbada, fui flechado várias vezes pelo cupido da paixão, um desgraçado by the way.
A paixão causa um efeito anestésico, nos faz flutuar. Aquele gosto por querer bem, numa mistura inexplicável com uma felicidade que vem de dentro, minha nossa senhora!
Quisera todos poderem estar sempre apaixonados, com um leve sorriso esboçado na face, com a alma saudável.
Quando descobri a paixão, foi de certo engraçado. Não sabia como administrar aquele estranho sentimento, mesmo muito novo, não há saída, se não descobrimos a paixão, ela se encarregada em nos descorbrir.
Meu pai fazia questão de apontar para todas minhas paixões com a finalidade de clarear minha compreenção a esse sentimento sem manual de instrução, que vez ou outra nos prega uma surpresa. Ele adorava enfatizar minha alegria pela nova paixão, e sempre tecia comentários com um ar de sabedoria: “Está vendo?! Está todo apaixonado pela fulana, e até outro dia chorava pela ciclana, veja como as coisas passam, como o mundo gira.”
De fato tive mil paixões, umas tornaram-se amores, outras morreram na praia, vieram em alta velecidade e se foram tão rápido quanto. Independente do tipo, cada uma do seu modo próprio, costruiu parte do que eu sou hoje, do que eu sei.
O segredo é fechar os olhos e deixar a experiência agregar. Dentre as muitas paixões que tive, ainda sou surpreendido, porém não há nada melhor que compreender o valor da paixão e acordar diariamente com este sentimento. Isto deve ser o grande objetivo.
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