Arquivo do dia: 29 março, 2011

Quem é amor?

Novidade nenhuma.

Desculpe, me refiro à pergunta do título.

As pessoas inventaram o amor sem ao mesmo saber explicá-lo.

Não sabem e acham que sabem.

- Eu já amo minha namorada.

Sério?

Qual é o momento em que essa percepção é inteligível?

Somos os últimos a ficar sabendo quando amamos e os primeiros a tomar conhecimento quando o amor nos apunhala.

Amamos tudo, todos, mas muitas vezes esquecemos do primordial, amar nós mesmos.

Portanto, simplesmente não amamos. Ou não o fazemos da forma correta.

O amor possui etapas, formas e vida.

Ele cega, fere e acima de tudo se apresenta sem avisar.

Mesmo assim é o sentimento mais sublime entre todos os outros.

O motivo? Não há explicação. Nascemos predestinados a condição de amar.

Ele é esquecido em meio à rotina e intensifica-se a qualquer sinal de perda.

Será o amor tão merecedor da cobiça de todos os humanos que buscam um refúgio da solidão?

Talvez o amor de tão complexo devesse dar lugar a paixão.

Essa sim é o ápice do prazer de cada ser racional.

Nos faz flutuar, pensar, gozar o tempo ocioso como fazemos em qualquer passatempo.

A paixão nos embarca numa montanha russa cuja descida é a mais íngreme e infinita possível.

Dá novo ritmo. Frio na barriga!

Arma o sorriso no rosto característico e infectado por seu efeito colateral, toma conta da vida inconseqüentemente.

Arromba a porta da frente e bagunça todos os sentidos.

Paixão é tudo. Dá cores vivas ao que já é naturalmente colorido.

A paixão não vê defeitos. Ela é “ignorantemente” legal.

Quando a paixão acaba? Simples, é quando entra o amor.

Na realidade o grande segredo da humanidade não é compreender o que é amor de fato.

O desafio é sim criar uma forma da paixão nunca mais sumir.