Novidade nenhuma.
Desculpe, me refiro à pergunta do título.
As pessoas inventaram o amor sem ao mesmo saber explicá-lo.
Não sabem e acham que sabem.
- Eu já amo minha namorada.
Sério?
Qual é o momento em que essa percepção é inteligível?
Somos os últimos a ficar sabendo quando amamos e os primeiros a tomar conhecimento quando o amor nos apunhala.
Amamos tudo, todos, mas muitas vezes esquecemos do primordial, amar nós mesmos.
Portanto, simplesmente não amamos. Ou não o fazemos da forma correta.
O amor possui etapas, formas e vida.
Ele cega, fere e acima de tudo se apresenta sem avisar.
Mesmo assim é o sentimento mais sublime entre todos os outros.
O motivo? Não há explicação. Nascemos predestinados a condição de amar.
Ele é esquecido em meio à rotina e intensifica-se a qualquer sinal de perda.
Será o amor tão merecedor da cobiça de todos os humanos que buscam um refúgio da solidão?
Talvez o amor de tão complexo devesse dar lugar a paixão.
Essa sim é o ápice do prazer de cada ser racional.
Nos faz flutuar, pensar, gozar o tempo ocioso como fazemos em qualquer passatempo.
A paixão nos embarca numa montanha russa cuja descida é a mais íngreme e infinita possível.
Dá novo ritmo. Frio na barriga!
Arma o sorriso no rosto característico e infectado por seu efeito colateral, toma conta da vida inconseqüentemente.
Arromba a porta da frente e bagunça todos os sentidos.
Paixão é tudo. Dá cores vivas ao que já é naturalmente colorido.
A paixão não vê defeitos. Ela é “ignorantemente” legal.
Quando a paixão acaba? Simples, é quando entra o amor.
Na realidade o grande segredo da humanidade não é compreender o que é amor de fato.
O desafio é sim criar uma forma da paixão nunca mais sumir.