Arquivo do mês: janeiro 2012

Texto de Formatura – PUC SP Economia

Confesso que somos muito gratos a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, além do cobiçado diploma que transforma pessoas em economistas depois de 5 anos de estudo, a PUC nos deu momentos… e nos deu pessoas que compõem todos esses momentos. Conhecemos vidas e mais vidas, e 5 anos passaram num piscar de olhos, passaram mais rápido que muitas aulas que tivemos…

A PUC nos desperta um sentimento especial, quem lá estuda ou estudou, enxerga nitidamente esta realidade. Não sei explicar. Temos orgulho, acho que é essa a melhor tradução.

Chegamos perdidos e no meio do caminho nos trombamos com gente de todo tipo, criação ou ideologia. Nos reunimos de domingo para estudar, estudo beeeeem light diga-se de passagem. Apresentamos seminários na raça ou na sabedoria. Discutir futebol então, mera rotina… Porém, acima de qualquer abraço embriagado, construímos laços e agregamos mutuamente na vida uns dos outros.

A nossa universidade, com toda sua tradição e importância, também nos serviu de cenário para este longa metragem com duração de 5 anos, mas que hoje “tem cara de curta”.

Como passou rápido, não? Todos nós podemos lembrar o começo de tudo, não importa o quão diferente tenha sido o começo de cada um.  Ao passo que o curso evoluía, as pessoas surgiam de todos os lados e maneiras. As experiências adquiridas e divididas são imensuráveis.

A PUC nos deu mais de um motivo extracurricular para nos sentir em casa.

E os bares? Acho que rolava uma química entre nós… por mais força de vontade que tínhamos com nosso desenvolvimento acadêmico, as vezes ou até diversas vezes o bar prevalecia. E por mais irresponsável que isso pareça, julgo saudável nossas reuniões “botequianas”, vou além, é simplesmente um comportamento cultural do ambiente universitário.

É lá que encontramos as pessoas desprendidas dos problemas cotidianos, celebramos datas especiais, assistimos jogos para “zicar” ou torcer, não importa, estamos todos juntos. Churrascos na rua, várzea e festas… escrevemos uma linda história… entre gorfos e glórias, colas e estudos, saio com a certeza que maximizamos nosso bem estar e otimizamos esses 5 anos da melhor forma possível! Que belo economês hein!

Muitas relações de amor (no sentido amplo da palavra) foram transpostas para fora dos portões da PUC, passaram a fazer parte de nossas vidas, e por mais que todos os contatos não perdurem por conta de qualquer pegadinha do destino, tudo o que vivemos resumo numa frase totalmente desprovida de formalidades: FOI DO CARALHO!

Vidas, mortes, apegos e desapegos. Uma mescla absurda de fatos e vivências. Vimos de tudo. De camarote ou apanhando dentro de campo, estivemos presente. E certamente a presença dos amigos ao longo dessa jornada de 1826 dias foi de suma importância para que nossa formação não seja limitada ao famigerado “rolinho de papel” que atesta sucintamente o que todo esse tempo significou.

Ainda estamos esfriando nossas mentes dessa longa corrida, mas cada detalhe fará falta.

Quantas saudades, até da monografia…

Preciso dizer que a parte da monografia é brincadeira?

Sentirei saudades de cada detalhe, cada parede descascada ou salas abarrotadas. Cada palavra dos professores que admiramos, cada encontro e desencontro.

De uma coisa tenham certeza, podemos esquecer como se aplica uma DERIVADA, mas nunca esqueceremos o quão intenso fora nossa convivência.

Num dicionário qualquer da web, procurei o significado da palavra amizade, a qual apresenta em uma de suas definições as seguintes palavras:

Amizade – Sentimento de estima ou solidariedade entre pessoas, grupos etc.

Deixemos a frieza do dicionário de canto e podemos definir amizade numa só palavra, VOCÊS.

QUANDO SAÍ DO HOSPÍCIO

Suas facas eram afiadas, dia após dia, enquanto eu dormia.

Sou pecador, humano. Tomei as pedradas que Judas mereceu.

Um dia, num movimento do relógio, o castelo desmorona.

A princesa, agora é fumaça. Cuidado! Não inale, é veneno.

Neste terreno de destruição, tudo é pó.

Vejo a dedicação, despercebida, escorrendo pelo ralo ao som de risos… ecoando no banheiro do hospício, no calor de minha maior insanidade. Suposta, hoje afirmo.

Contudo, louco não sou, me foi revelado…

Anos e anos significam tempo gasto, nada além de grãos através de um estreito espaço.

A esperteza de ontem é o diabo do presente, deste inferno insuportável de vazio.

Gostou? Faça de novo. É o que resta.

Fique a vontade, mi casa és tu casa. Se esbalde no aconchego da dúvida, ela te encurralou.

Abra a geladeira, e continue tomando o resto de leite que deixei guardado.

Sempre soube de todo esse amor por mim…Eu não quis ver.

Me recordo bem, vi lágrimas mentirosas, as quais hoje traduzem parte de um roteiro maquiavélico escrito a quatro mãos.

As facas, finalmente prontas e fincadas em minhas costas, são removidas pelo tempo.

O divino se encarrega da justiça.

Eu, que não rezo o Pai Nosso, fui contemplado por Deus…

… que livrou-me do mal.

Amém.